domingo, outubro 31, 2004

Então e agora?.. Pergunta muito repetida, e ei-la uma outra vez. Pergunta que esteve para sair e que não saiu. Sai agora, quando por repetição se erodiu o absurdo inerente, o complexo do de antemão código penal vigente, no Estado da transacção de meias-verdades, mas sólidas.
As pessoas sabem lá do que falam, as pessoas sabem lá ao que se referem. Mas falam, e referem, e pensam no imediato. E fazem-no guiadas pela voz de um uníssono-miragem, em conivência com a vassalagem pelo ego prestada.
Somos todos iguais. A mesma merda. Metam isto na cabeça, e tudo vai perder aquele véu de falsidade transparente.
O teatro só morre de vez quando não houver actores. Não basta fechar os olhos, pois que de representação não padece a arena.
E já não sei se estou a fazer sentido, no mau-contacto dos fusíveis da alma-verdade.
Fique a dúvida, mas de luz apagada.